segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Saudade
To com uma saudade. Dos filmes que eu não vi, das músicas que não ouvi, das comidas que não provei, das bebidas que não tomei, das viagens que não fiz, das roupas que não vesti, dos sapatos que não calcei, dos jogos que não joguei, das perguntas que não perguntei, das respostas que não respondi, da corrida que não corri, das fotos que não fotografei, dos telefonemas que não telefonei, do dia que não sorri, das pessoas que não conheci, das festas que não compareci, das matérias que não estudei, dos professores que não tive, dos amigos que não fiz, das danças que não dancei, dos sonhos que não sonhei, dos desejos que não desejei, das vontades que não tive, das brincadeiras que não brinquei, das conversas que não participei, dos concelhos que não escutei, das coisas que não comprei, das idéias que não tive, dos pensamentos que não pensei, das loucuras que não enlouqueci, dos beijos que não beijei, dos abraços que não abracei. Saudade da pessoa que não fui. E infelizmente, não serei.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Anual
Embora não reconheça, todos temos os momentos nos quais nos preocupamos com as opiniões alheias. Por mais desligados e desencanados do mundo, sempre há momentos como esse. No entanto, também existe aqueles em que nada que os outros falam importa. Ou melhor, esse ultimo, só existe pra algumas pessoas. E ainda que não adimitamos, fazemos muitas coisas pela nossa vontade, mas jamais esquecendo a repercussão dos nossos atos. Mas a verdade é que um dia tudo isso cansa. Perde o motivo, a razão. Vemos que não há o porquê de ter que provar as coisas. Não há o porquê provar que se dirige bem, que se é boa, que merece confiança, que é boa amiga, boa estudante, que é leal, inteligente, esperta, honesta, que é correta, que se importa com as pessoas, que cozinha, que fala bem, que escreve bem, que intende de futebol e de novela, que é intelectual. Simplesmente não há motivo pra nenhuma dessas provas exteriores. É por simplesmente ser, e isso basta. Sem provas à ninguém.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Caos
Há um vazio e nenhuma forma conhecida para preenchê-lo. As palavras chegam desordenadamente, alucinadamente e sem nenhuma educação. Chegam. Simplesmente chegam. E do mesmo modo, se vão. Não estão interessadas se lhe deram tempo suficiente para ordená-las. Antes de parar pra pensar, elas se esvairam. E outras entram. E nesse movimento louco, você se perde. Perde dentro de si. Procura palavras. Mas aos poucos descobre. Que essa caos não são as palavras que causam, são os sentimentos. Elas são apenas uma rotulação pro que se sente. Agora você vai, em busca dos sentimentos. Eles, muito mais espertos do que você, ora se escondem, ora aparecem todos de uma vez. E correm sem rumo, trocam de lugar, parecem fugir de você. Uns tomando o lugar dos outros. O problema é que não há pra onde se libertar. Estão todos ai dentro. Quando você consegue pegar um para pô-lo no lugar, vem todos os outros te atrapalhar. Você, sem perceber, deixa se levar na brincadeira. Quando se toca, vê que não há mais nenhum em seu poder. Já não há escolha. Deve-se voltar lá e tentar organizar aquela bagunça interna denovo. E quanto mais você tenta, mais eles fogem e zombam de ti. De repente, você para. Vê que não há jeito que dê jeito. Aquela bagunça não vai acabar. É hora de se virar para o mundo real. E tentar conviver com aquela confusão que tanto incomoda. Cedo ou tarde, eles vão cansar. E finalmente se reorganizarão da maneira certa. Cada um no seu lugar, com seu devido tamanho. Espero que eles se cansem cedo.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Antônimos
Dia, noite. Branco, preto. Legendado, dublado. Bonito, feio. Certo, errado. Interessante, banal. Sincero, ponderado. Legal, chato. Moderno, fora de moda. Formal, casual. Pouco, muito. Nenhum, nada. Sorte, azar. Progredir, retroceder. Acreditar, duvidar. Brigar, apaziguar. Pensar, impulso. Dizer, calar. Gostar, detestar. Paciência, intolerância. Simpatia, arrogância. Quieto, barulho. Meiga, rude. Amar, odiar. Importar, indiferença. Guardar, esquecer. Passado, futuro. Casar, separar. Escolher, não optar. Bater, apanhar. Entender, incompreender. Voar, nadar. Cheio, vazio. Angústia, paz. Certeza, indecisão. Eu, eu mesma.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Importa ?!
Alguém disse: " Não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam. " E se essa frase já é ruim na escrita, com certeza ela é muito pior na realidade. Mas é uma máxima verdadeira. Pois um dia percebemos que não devemos nos importar com todas aquelas pessoas que dizem, dizem, que se importam conosco. Vemos que enquanto uns falam, outros fazem, e são com os que se movimentam que devemos nos importar. São pra esses que ás vezes devemos algumas explicações. É por conta desses que eventualmente precisamos mudar o caminho, a direção, alterar o horário, nos esforçar um pouco mais, falar um pouco menos, sair da rotina, dar a volta em meio mundo, talvez no mundo inteiro. Mas com a certeza de que no final, valherá a pena. Porque são eles que nos dão o devido valor. Não nos acham melhor do que somos, e nem pior, eles apenas nos aceitam exatamente como somos. Não subestimam nossa capacidade, não aumentam nossas qualidades e muito menos se fazem de cegos aos nossos defeitos. Eles nos enxergam, não somente nos veêm. E quando tudo está desmoronando, é por eles que devemos nos reerguer. Afinal, eles nos dão credibilidade, e nossas conquistas, certamente felicitarão suas vidas também. Quanto aqueles que fingem que se importam, não há nada a fazer, a não ser dar a eles a importância que eles merecem, que nesse caso é nula. Já que, quanto mais eles demonstram se importar, menos eles conseguem, mais tropeçam nas suas falsas importâncias. Esses não sabem que a "inverdade" é pega pelos detalhes e não pelo conjunto.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Bailarina
É difícil olhar pra frente e não saber o que se quer ver. É estranho parar pra pensar que aqueles motivos pelos quais você faria tudo antigamente, hoje raramente são lembrados. É cruel perceber que você deixou alguém debulhar alguns projetos. Ás vezes, fazemos de tudo para que algo ocorra, e quando acontece, simplesmente percebemos que a magnitude daquilo, não é um terço do que esperávamos. Criamos tanta expectativa, sonhamos tanto com aquilo, nos dedicamos, abrimos mão de algumas regalias, pra no final perceber, que não é aquilo que se quer. E agora ? O que há de se fazer com os investimentos gastos, com as noites mal dormidas, com as oportunidades perdidas ? Não há o que fazer. Aquilo que você tanto almejava antes, está concretizado. Resta usufruir. Mas como aproveitar de uma coisa que não te satisfaz ? De certo não há como aproveitar. E não é essa sensação que quero ter, quando lá na frente eu olhar pra trás. Já que tudo é transitório, inclusive os sonhos, os desejos, os objetivos, as ambições. Como saberei que a luta de hoje não será em vão ? Um dia sonhei em ser bailarina, noutro astronauta, super herói, médica, mágica, aeromoça. No último sonho era engenheira. E se amanhã sonhar em ser bailarina denovo ?
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Corte
Quando eu tinha poucos anos, resolvi fazer arte. Cortei a barriga. Sangrava e doia, como nunca. Até então era a dor mais insuportável que eu tinha sentido, nos meus infímos quatro anos. Achava que aquilo nunca ia passar. Que aquela marca que eu acabara de fazer em meu corpo, jamais sairia. E enquanto eu me lamentava, minha mãe tranquilamente passou a mão na minha cabeça e disse : " Calma. Quando menos você esperar, essa dor vai passar. " Óbvio que ela estava certa. Aos poucos eu fui me esquecendo que havia um rasgado ali. Aos poucos aquele rasgado foi cicatrizando. Aos poucos aquela cicatriz, foi clareando. Hoje, da dor não me recordo mais. Do tombo sim. Mas não me fere. Nenhum pouco. Mal me lembro, que ainda há aquele marco em meu corpo. Passou. A dor, o pânico da hora, a vermelhidão de alguns dias que seguiram. Passou. E hoje, eu também posso dizer. Relaxa, vai passar. Porque a imagem já não tem mais significado. As lembranças estão se exumerando. As palavras já foram perdidas. Os sentimentos já se foram. Não há mais nada de ti, ou por ti em mim. Passou. E depois do ímpeto, da agonia, da dor, da neblina, quando se fez sol, e eu pude perceber que a imensidão daquilo era bem, mas bem menor do que eu suponha, posso afirmar, passou mais rápido que a cicatrização do meu corte.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Espinafre
Quando eu era pequena, e gostava apenas de espinafre, minha mãe me dizia que tudo o que tinha no meu prato e era verde era espinafre. Comi couve, alface, rúcula achando que era espinafre. Ainda pequena meu pai me dizia que tudo em forma de palito e frito, era batata. Comi muita mandioca achando que era batata. Mas um dia a farsa caiu. Hoje por preucação não como nada verde, pois ainda não sei o que realmente é espinafre, e já aprendi a diferenciar batata de mandioca. É fato que fui enganada, mas havia boas intenções detrás dessas pequenas mentirinhas. No entanto, a vida não é exatamente assim. Nem sempre há boas intenções atrás de pequenas farsas. Aos poucos as coisas se esclarecem, e as pessoas tropeçam em seus próprios enganos. Quando já usufruiram de tudo o que você tinha a oferecer, ainda que não fosse nada além de você, algumas pessoas se afastam. Contradizem suas verdades, escondem seus medos. Te iluminam de ilusões para que você permaneça ali, de step. Subestimam sua capacidade. Esquecem que há sempre alguém em todos os lugares. Não há como perdoar mentiras, trairagens. Mamãe e papai me enganaram, e somente eles. Não entrarás para este seleto time. Não mesmo.
sábado, 23 de outubro de 2010
Divisão
Quando crianças aprendemos que é necessário dividir. Que pra que ter quatro se você só vai usar um, se você tem mais e o amiguinho não tem por que não dar um pra ele ? Por que brincar sempre com o mesmo brinquedo se podemos revezar com o coleguinha e brincar com coisas diferentes sempre ? Ok. Isso tudo é muito bonito na teoria, e tenha certeza que vivo dizendo isso para os meu irmão e sobrinhos. E pratico isso também. No entanto dividir as coisas materias é fácil. Quando essa divisão se transpõe para os sentimentos é que o bicho pega. Morri de ciúmes quando o pequeno nasceu. Depois de 10 anos era evidente que eu não só amava, como queria continuar sendo a caçulinha. Não queria dividir meus pais e meus irmãos mais velhos com um intruso. E não é só dos meus pais que tenho ciúmes. Egoista, ciumenta, possessiva. Sou. Assumo. Esses são meus piores defeitos. Mas eles não intereferem tanto na minha vida. Aprendi a controlá-los. No entanto, quando vejo uma pessoa muito próxima a mim, se tornando próxima a alguém que eu não goste, não consigo controlar, fico puta mesmo. Sei que o problema é meu, que a não aceitação é minha, e que as pessoas devem se aproximar de quem quiserem. Me sinto traida do mesmo jeito. Acho que devo voltar a pré escola e aprender com as criancinhas como é que se divide. Pulei essas aulas. Com certeza.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Felicidade
Parei pra pensar na mensagem que recebi as 5 horas da manhã. Naquela hora meu sono me incapacitava de ver o quão grande era o sentido por trás daquelas pequenas palavras. De certo procura-se a felicidade nos grandes acontecimentos, nos momentos épicos, no passado intacto e no futuro imprevisivel. Procura-se tanto, que esquece-se de viver o agora. De perceber que a felicidade está mesmo no presente, nas coisas tangíveis e nas pessoas próximas. Afinal, é digno do ser humano, colocar a sua felicidade nas mãos de alguém e é mais digno ainda que esse alguém esteja longe, fisico e emocionalmente. Isso só é uma desculpa para a incapacidade de produzir a própria felicidade. Deve-se se ocupar de ser feliz hoje. Por causa do nascer do sol, da possibilidade de ir e vir, das oportunidades ( ainda as que perdidas ). As frustrações, as angústias e as incertezas existentes, devem ser sofridas e curtidas. E ainda sim deve-se revelar a felicidade por detrás delas, a de tê-las vivido. É fato que não há mais tempo para a preocupação nos pequenos versos. É necessário olhar o todo. A vírgula não posta, o acento errado. Pra quê reparar, se é tão melhor e mais fácil apenas reverenciar. Sei que ainda há muito pra viver. No entanto sei também que um quinto ( se eu for bem otimista ) já foi vivido. Não quero perder o "resto" do tempo com mesquinharia, milindrices e bobeiras. Quero acordar e olhar o céu, ver o sol. Aquela nuvem negra, que por ventura esteja lá, será pequena demais para me tirar o ímpeto de viver, de sonhar e principalmente de ser feliz.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Costume
Com o tempo passamos a ver as coisas mais claras. Após o turbilhão do momento, enxergamos coisas que não queríamos enxergar ou que o ímpeto da hora não nos permitia. Vemos que em algumas situações demos valor demais para pequenas coisas, e em outras demos valor de menos para grandes coisas. Percebemos que depois de se culpar, porque deveríamos ter agido de outra forma, o modo como agimos na hora foi realmente o melhor. Nossos atos e reflexões, e as consequências que eles causam, não podem ser premeditados, uma vez que só se sabe o que exatamente irá ocorrer depois de dar o primeiro passo. Ao mesmo tempo que as coisas ficam mais claras, os sentimentos se abrandam também. O que parecia ser amor era só vontade, o que se denominava amizade era só rotina, alguns relacionamento "eternos" eram momentaneos, a maioria do gostar era só costume, a maioria dos "pra sempre" era só impulso. Poucos, poucos são os sentimentos que permanecem com o tempo. Assim como são poucos amores, poucas amizades, poucos eternos,pouquissimos são o gostar e escassos pra sempre. Há de frear a emoção e questionar se a tristeza e a agonia, são sinceras, uma vez que lentamente descobre-se que quase nada do que se sentia era tão sincero, quanto o costume de querer sentir algo.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Entre
Escrevo uma coisa pensando em outra. Troco as palavras de lugar, para o sentido das frases se alterarem. Penso em sinônimos, quando na verdade queria escrever antônimos. E nada, nada do que eu reportar, terá senão, um duplo sentido. É necessário entender as entrelinhas. Aliás, não somente as entrelinhas mas também as entrepalvras, os entresentidos, os entresentimentos, os entreatos, as entreintenções. Nem sei se todos esses entres existem no dicionário. Mas, sei que existem na minha rotina. Quando se come batata ao invés de xuxu, para que ninguém saiba que na verdade queria-se comer giló. Quando se pinta de rosa ao invés de azul, para que seja seu segredo que queria-se pintar de preto. Quando a boca fala ok, mas os olhos dizem não está bem, enquanto o pensamento grita que está odiando tudo isso. Esses são os entres. E apesar de não serem verdadeiros, eles também não são falsos. São só a maneira de esconder o que não se quer mostrar. Aliás, eles mostram, pra aqueles que sabem entendê-los.
Que alguém, tenha entendido os meus "entres".
Que alguém, tenha entendido os meus "entres".
terça-feira, 5 de outubro de 2010
QUASE SEM QUERER
Legião Urbana.
" Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso.
Só que agora é diferente:
Estou tão tranquilo
E tão contente.
Quantas chances
desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém. "
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso.
Só que agora é diferente:
Estou tão tranquilo
E tão contente.
Quantas chances
desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém. "
terça-feira, 28 de setembro de 2010
De volta
É incrível como as vezes as poucas coisas que tem-se convicção vão por água abaixo. Minha certeza era de que um kinder ovo curava qualquer tristeza, e uma palha italiana alegravam um dia. Comi, e nada mudou. Parece pouco, eu sei. Tenho a sensação de que me perdi de mim, e me escondi bem direitinho, porque está difícil de me reencontrar. Cadê os sonhos, as vontades, os objetivos, as convicções ? Não sei. Aliás, ultimamente essas duas palavrinhas são a reposta pra todas as perguntas. Não sei. Quer bife ou frango? Pintar de rosa ou verde ? Escutar rock ou axé ? Dirigir ou correr ? Ir pro interior ou pra praia ? Não sei, não sei, não sei. Como é que essa passividade veio se apossar de mim ? Não sei também. Se eu nunca soube o que queria, mas tinha certeza do que não queria, hoje eu não sei. E de nãos, estou cheia. Já não posso mais lutar, se eu desconheço a minha causa. Não posso mais correr pra chegar, se eu não tenho a mínima idéia de onde quero chegar. Não posso mudar, se tanto faz o que está acontecendo. Eu preciso urgentemente de mim. Me quero de volta. Convicta, decidida, persistente, teimosa, afogando a tristeza no kinder ovo e alegrando o dia na palha italiana. Porque essa não sou eu. E sinceramente, eu estou ficando com medo desse monstro submisso.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Sentido
Hoje, ontem, amanhã, tempo, passa, depressa, devagar, mente, vaga, corre, mundo, despersa, sonhos, ilusão, objetivos, cumpridos, longíquos, metas, foco, falta, volta, lembrança, vai, saudade, vontade, sentimento, confuso, cabeça, voa, perde, acha, obrigação, dever, alegria, amigos, muitos, poucos, necessários, sumidos, aparecem, voltas, sai, lugar, origem, truco, tranca, vício, pequeno, grande, virtude, sinceridade, amizade, melhorar, evoluir, crescer, motivo, criança, menina, mulher, decidida, desastrada, contraditória, falar, pensar, olhar, engenharia, direito, psicologia, caminho, seguir, drama, razão, escolhas, certas, erradas, consequências, exatas, plano, perfeito, sublime, vida, morte, entre, felicidade, surpresas, medos, rotina, cança, mudança, repentina, viagens, alemão, inglês, talvez, certeza, nenhuma, raiva, inútil, ira, briga, aparta, calma, filme, cinema, beijos, abraços, dois, três, futebol, vôlêi, preguiça, sentir, resgatar, música, dança, sair, curtir, conhecer, exaustão, firme, forte, um, ainda, não, dia, sabe, família, enorme, irmãos, sobrinhos, secretos, almeja, logo, futuro, breve, demora, chegar, acontecer, imaginar, sem sentido ...
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
...
De certo ambos são culpados. Mas agora já passou o tempo de falar de culpas, de falar de retrocesso, de falar de arrependimentos. O tempo já passou. O coração já acalmou. E agora o que resta são algumas lembranças, que vez por outra se remexem, para mostrar que elas estão lá. Mas elas hão de se tranquilizar também. E é assim que tem que ser. Já posso olhar seu rosto sem dor. Posso imaginar sua rotina, sem lhe desejar mal. ( devo admitir que foi muito difícil, mas já posso fazer isso. ) Já consigo olhar pra frente e ver um caminho inteirinho sem você. É verdade que há algumas portas escuras, pelas quais, talvez você possa entrar. No entanto, sei que com ou sem você, ele é perfeito. Porque já não existe mais a dependência de você pra que ele possa ser bom. Eu vi que ele será, basta EU querer. E o tempo há de passar. O coração há de se revirar novamente. As lembranças hão de farrear alegremente. E a sua imagem, há enfim, de ser insignificante.
domingo, 12 de setembro de 2010
Escrever
Estava pensando.. já que a vontade de escrever surge de repente, porque não escrever num caderno, num diário, escrever pra todo mundo ler ? No entanto, se não for pra ninguém ler, pra que escrever ? E se ninguem vai saber o que se passa na cabeça, então pra que pensar ? E nesse ciclo vicioso, descobre-se que é melhor escrever para o mundo, do que guardar idéias, que provavelmente não são unitárias dentro de um corpo, que proporcionalmente, é pequeno.
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